Batalhão Às de Espadas
 






49 anos depois…..


35º Convívio


Desta vez encontrámo-nos num ambiente de cavaleiros e cavalos na Quinta do Falcão, que mais adequado à nossa condição de antigos militares de cavalaria ??. Lembrámos os 49 anos passados desde que chegámos a Angola , integrando o Batalhão de Cavalaria 2899 que assumiu por feitos em combate, o título que escolhera no Regimento de Cavalaria nº3 de Estremoz antes de embarcar, "O Ás de Espadas".

Soubemos desempenhar a nossa MISSÃO de forma reconhecidamente muito meritória e que deu origem à condecoração coletiva com a medalha de VALOR MILITAR cuja insígnia, hoje, o nosso Regimento ostenta na sua Bandeira. Essa condecoração deverá constituir um motivo de grande orgulho para todos os ASES pois ela representa o reconhecido VALOR demonstrado pela Unidade em todas as situações do teatro de operações de Angola não só em ações de combate mas também de presença junto das populações das áreas onde as nossas atividades se desenvolveram. Todos temos as nossas recordações desses momentos vividos em situações de perigo, de que resultaram a perda da vida ou ferimentos de camaradas nossos que nestas nossas reuniões sempre recordamos com saudade e homenageamos com emoção.


Mas não foi só em ações de combate que os ASES revelaram o seu valor coletivo. Nas relações com as populações de todas as raças, que viviam nas zonas onde permanecemos, no Leste (CANGAMBA,MUIÉ,CANGOMBE,ALTO CUITO,CASSAMBA) ou no Distrito de Luanda em (CATETE,CACUACO, CALOMBOLOCA, BARRACA, MUXIMA) soubemos criar laços de boas relações e amizade que perduraram e até foram motivo de bastantes elementos do Batalhão terem ficado ou voltado a Angola depois da comissão terminada, para, já na vida civil, se integrarem  na força de trabalho daquela terra. Lembro que, em Catete se organizaram colunas de viaturas que foram em visita às cidades do sul com voluntários que assim ficaram com uma melhor ideia das potencialidades daquela terra e onde alguns conseguiram contratos promessa de emprego futuro.

São já muitos os anos que se passaram desde aí mas que deixaram na nossa memória imagens que embora já difusas, são a razão para a animada troca de recordações que são característica destes encontros de velhos camaradas combatentes.  


Falemos de novo do nosso 35º convívio. Desde já uma palavra do nosso maior apreço à impecável organização das Comissões Permanente e local destes nossos convívios. O êxito cada vez mais conseguido da sua organização é fruto de um trabalho e planeamento prolongado no tempo e de um espírito de equipa notável sendo merecedores do nosso Louvor e Bem-Haja muito sincero. A todos agradou a forma ordeira e organizada como tudo decorreu e o programa global com visitas aos museus da Quinta, as sevilhanas e a possibilidade de montarmos a cavalo de novo ou pela primeira vez. 


Saúdo de novo todos os que estiveram presentes, alguns pela primeira vez como o Carlos Marques que vive na Alemanha e que aos 17 anos já ajudava nos MVLs que nos abastecia regularmente de “Cucas” e “Nocais”. Igualmente presentes os familiares do nosso Comandante, o Miguel Girão e família, filho do ex- Alferes Girão e o amigo Rui Moio que fez a Escola Primária em Cangamba e que fez questão de conviver connosco transmitindo a sua experiência daqueles tempos.

Resta-me desejar que para o ano em local a designar, estejamos todos de novo reunidos para em comunhão, comemorarmos os 50 anos de formação do Batalhão, mantendo esta chama viva que é a camaradagem que nos une nascida e desenvolvida numa missão, que a todos coube na defesa do Portugal de então.



A todos um grande abraço amigo                               



António Marquilhas