Batalhão Às de Espadas
 






47 anos depois…..

33º Convívio

Desta vez reunimos na Figueira da Foz, lembrando os quarenta e sete anos passados desde a data em que chegámos a Angola integrando o Batalhão de Cavalaria 2899 que assumiu por feitos em combate o título que escolhera  no Regimento de Cavalaria nº3 em Estremoz antes de embarcar,  “ÁS DE ESPADAS “.

Soubemos desempenhar a nossa MISSÃO de forma reconhecidamente muito meritória e que deu origem à condecoração coletiva com a medalha de VALOR MILITAR cuja insígnia, hoje, o nosso Regimento ostenta na sua Bandeira. Essa condecoração deverá constituir um motivo de grande orgulho para todos os ASES pois ela representa o reconhecido VALOR demonstrado pela Unidade em todas as situações do teatro de operações de Angola não só em ações de combate mas também de presença junto das populações das áreas onde as nossas atividades se desenvolveram. Todos temos as nossas recordações desses momentos vividos em situações de perigo, de que resultaram a perda da vida ou ferimentos de camaradas nossos que nestas nossas reuniões sempre recordamos com saudade e homenageamos com emoção.

Mas não foi só em ações de combate que os ASES revelaram o seu valor coletivo. Nas relações com as populações de todas as raças, que viviam nas zonas onde permanecemos, no Leste (CANGAMBA,MUIÉ,CANGOMBE,ALTO CUITO,CASSAMBA) ou no Distrito de Luanda em (CATETE,CACUACO, CALOMBOLOCA, BARRACA, MUXIMA) soubemos criar laços de boas relações e amizade que perduraram e até foram motivo de bastantes elementos do Batalhão terem ficado ou voltado a Angola depois da comissão terminada, para, já na vida civil se integrarem  na força de trabalho daquela terra. Lembro que, em Catete se organizaram colunas de viaturas que foram em visita às cidades do sul com voluntários que assim ficaram com uma melhor ideia das potencialidades daquela terra e onde alguns conseguiram contratos promessa de emprego futuro.

São já muitos os anos que se passaram desde aí mas que deixaram na nossa memória imagens que embora já difusas, são a razão para a animada troca de recordações que são característica destes encontros de velhos camaradas combatentes. 

Falemos de novo do nosso 33º convívio. Desde já uma palavra do nosso maior apreço à impecável organização das Comissões Permanente e local destes nossos convívios. O êxito cada vez mais conseguido da sua organização é fruto de um trabalho e planeamento prolongado no tempo e de um espírito de equipa notável sendo merecedores do nosso Louvor e Bem-Haja muito sincero. A todos agradou a forma ordeira e organizada como tudo decorreu, o local escolhido, a ementa e para terminar o bailarico.

Resta-me de novo saudar a todos os que estiveram presentes e desejar que para o ano, em local ainda a designar estejamos todos de novo juntos reunidos para, em comunhão mantermos esta chama viva que é a camaradagem que nos une nascida e desenvolvida numa missão que a todos coube na defesa do Portugal de então.  

  A todos um grande abraço amigo                               António Marquilhas